- Qual a diferença entre
"Business Process Management" e "Business Process Modeling"?
- Alguns autores definem o BPM
(Business Process Management - Gestão de Processos de Negócios)
desta forma:
- Otoni Cunha Pereira - BPM refere-se à
nova forma de gerir os negócios da empresa, por meio de um conjunto
de práticas de gerenciamento de processos que os tornam mais
eficazes, eficientes e alinhados com as estratégias e a cadeia de
valor das organizações
- José Davi Furlan - BPM é o enfoque
disciplinado para identificar, desenhar, executar, documentar, medir,
monitorar, controlar e melhorar processos de negócio, automatizados
ou não, para alcançar resultados consistentes e alinhados com os
objetivos estratégicos da organização.
- Alan Santana Teixeira - Os objetivos
do BPM podem ser resumidos em compreender a estrutura e a dinâmica
da organização na qual um sistema de informação será implantado;
compreender os principais problemas atuais da organização e
identificar melhorias potenciais; garantir que clientes, usuários e
desenvolvedores tenham um entendimento comum sobre a organização;
apoiar na identificação dos requisitos do sistema que irá apoiar a
organização.
- Já o BPMN (Business Process
Modeling Notation - Modelagem com notação para processos de
negócios) alguns autores definem assim:
- Rafael Bortolini - É uma especificação
para modelagem visual de processos. O objetivo do BPMN é prover uma
interface simples e poderosa que possa ser tanto utilizada por analistas
de negócios quanto por analistas de sistema, funcionando como um contato
entre as partes.
- Otoni Cunha Pereira - O BPMN permite a
especificação dos fluxos num nível de detalhamento próximo da
complexidade de um ambiente real. Desta forma, facilita a comunicação
entre analista e usuários, bem como as análises necessárias para a
preparação da versão inicial do processo ou melhorias a serem realizadas.
- Após analisados os conceitos de BPM
(Business process management) e BPMN (Business process modeling
notation), concluímos de forma resumida que o BPM é um conjunto de
práticas administrativas que buscam identificar e solucionar
problemas internos de uma organização (problemas geralmente oriundos
de processos administrativos), melhorando sua performance e
consequentemente seus resultados e o BPMN é uma ferramenta utilizada
na modelagem de fluxos de processos de trabalho utilizando uma
notação especifica.
Por que não contratar uma equipe externa para fazer o serviço?
-
Quando se faz Gerenciamento de Processos, a primeira coisa é definir
o escopo do que se deseja fazer. Nosso escopo está vago e aberto:
modelar os processos do Ifes. Isso fornece margem a propostas de
preços totalmente variáveis. As propostas podem variar em alguns
milhares de horas, pois não se sabe ao certo como estão estas
atividades em cada unidade e departamento.
-
A primeira atividade para gerenciamento integrado é entender quais
são os produtos que queremos gerar. Isso indicará quais atividades
preciso para gerar este produto. Quem de fato indicará os produtos e
atividades principais são nossos especialistas internos. O que a
consultoria fará será coletar e compilar estes dados com técnicas de
modelagem empresarial. Para esta atividade temos pessoal com
experiência dentro do Ifes.
Mas a equipe interna terá competência para desenvolver isso? Só uma
pessoa capacitada não é suficiente.
-
Será feito o treinamento para equipe interna (equipe de
Processos).
Este treinamento é o mesmo contratado por organizações de porte
(IBGE, Banco Central, Confederação Nacional do Comércio,...)
para fazer implantação de Processos.
-
Entende-se que as pessoas treinadas atuarão como multiplicadores
do método utilizado.
-
O propósito é criar a cultura no
Ifes de continuamente melhorar
nosso modo de trabalho, num trabalho contínuo de melhoria, a
exemplo do que ocorre nas organizações líderes.
Alguma outra unidade de ensino (CEFET,
Instituto Federal, Universidade) já fez serviço
equivalente?
-
Com exceção de iniciativas isoladas que fizeram apenas análises
de processos pontuais (UFRJ, Unichapecó, Unisinos, USP-São
Carlos, UFF), não conhecemos unidade de ensino que tenha feito
BPM da maneira aqui proposta: ampla e integrando outras
unidades.
Mas porque não modelamos todos os processos de uma vez?
-
Por uma questão de melhores práticas e lições aprendidas.
-
Temos muitos exemplos de organizações que modelaram seus
processos e não implantaram de imediato os mesmos. Conclusão: Os
processos mudaram após modelagem e ao implantar o processo em
questão, o serviço anterior de modelagem foi literalmente
“jogado fora”.
-
Estes exemplos não são apenas da iniciativa pública, mas ocorre
também na iniciativa privada.
-
Prova factual é que mesmo em processos altamente auditados, como
nos da ISO 9000, sempre ocorre revisão interna de processos a
cada seis meses e recertificação a cada dois anos por órgão
externo. Isto porque as pessoas refletem sobre o processo e
tendem a racionalizar a ação. Logo, um processo modelado hoje
pode estar sendo mudado amanhã sem problemas, se isso implicar
em racionalização do trabalho ou outro tipo de melhoria
(qualidade, ambiental, risco, ...)
-
Neste contexto, não há porque modelar todos os processos se não
formos implantá-lo. Salvo o caso de querermos apenas uma
modelagem do estado atual (As Is), ou seja, para treinar novos
colaboradores e entender o modus operandi. Salvo esta
situação, Não há porque modelar detalhadamente cada processo se
não formos de fato usá-lo.
-
“Nada permanece além da mudança”. Heráclitus (535–475 AC).
Mas que serviço é este inicialmente a ser feito (Visão Global de
Processos)?
-
A Visão Global de Processos nos permitirá entender quais são
nossos produtos e processos de produção destes produtos. No
nosso caso, a maioria de nossos processos objetiva transformar
informações e pessoas.
-
Alguns destes produtos e processos já foram de certa forma
modelados e estão até automatizados. É o caso do Sistema
Acadêmico, parte do RH que está no SIAPE, parte do Financeiro
que está no SIAFI, Sistema de Ponto, entre outros. Não usaram a
rigor o método que usaremos para modelagem, mas é uma questão de
padronização.
-
Logo, ao definirmos que produtos (e seus respectivos processos),
podemos definir quais são os mais críticos ao Ifes e contratar o
que for de fato agregar valor com a verba que tenhamos
disponível.
Quando termina o Gerenciamento de Processos na organização?
-
Na realidade, as organizações não terminam o Gerenciamento de
Processos. Ele continua ao longo do tempo, atuando na auditoria,
melhoria dos processos existentes, criando processos para novos
produtos, modelando outros processos considerados críticos.
-
O que existirá no início é um acúmulo de serviços devido ao
momento que vivemos, ou seja, nossos produtos e processos não
estão explícitos e formando silos de informação.
-
Uma vez modelados os principais processos, a tendência é termos
redução do trabalho com processos, atingindo nível normal
gerencial.
Quando precisaríamos efetivamente de consultoria externa?
-
Quando desejarmos um volume de modelagem muito grande de
imediato. Temos então de saber se teremos capacidade de
implantação destes processos se melhorados.
-
Quando desejarmos implantar muitos processos de uma única vez.
-
Quando nossa equipe não estiver preparada ou não dispor de tempo
para implantar um processo específico ( vide caso do Sistema
Acadêmico)
-
Se não conseguirmos montar uma equipe mínima dentro do
Ifes para
modelar processos, com competência e com tempo disponível para
modelagem.
Como é formada a equipe de BPM citada , onde se encaixa o pessoal
indicado para compor esta equipe e como é Gerenciada?
-
Essencialmente existem duas equipes: a de BPM(que é esta a ser
formada agora) e a escalada para estudar cada processo em
particular
i.
Equipe permanente de BPM:
equipe permanente na estrutura organizacional.
1.
Gerente de BPM:
por vezes chamado na literatura em inglês de CPO (Chief of Process
Office), é o maior cargo em BPM na organização. Responsável pela
orquestração do trabalho.
2.
Líderes de processo:
atuam em desenhos e redesenhos de processos, modelagem, atividades de
formatação, cadastro e controle de revisões de padrões no sistema de
gerenciamento de documentos e execução do auto-diagnóstico de
conformidade de processos. Entendemos que estes serão os
selecionados / indicados pelas diretorias e gerencias.
3.
Auditores de processos:
com a função principal de verificar se o processo modelado corresponde
ao que está sendo executado, verificar registros, desvios de
documentação, etc. Enfim, garantir alinhamento do processo à gestão e
vice-versa.
ii.
Equipe do processo a modelar:
equipe temporária e multidisciplinar, em estrutura matricial, com o
propósito de atuação especifica em um dado processo. Inclui:
1.
Dono do processo:
responsável pelo alinhamento do processo às diretrizes estratégicas da
organização, estabelecendo metas e resultados esperados e analisando
riscos envolvidos. Deve ser um membro da alta direção.
2.
Gestor do processo:
responsável pela implementação e melhoria contínua do processo,
desdobrando as metas em itens de controles e definindo ações de
melhoria.
3.
Líder do processo:
escalado a partir da equipe de BPM para auxiliar nos trabalhos
específicos do processo em análise.
4.
Gerentes de departamento:
principal contato no site, responsável pelo sucesso do projeto, coordena
recursos da empresa, comunica progresso do projeto ao dono do processo.
5.
Especialistas no tema:
fornece conhecimento e know how sobre o tema, apresenta
perspectiva do usuário final para o novo sistema e processo, fornece
percepções de novas maneiras de atingir eficiência e eficácia
operacional.
6.
Equipe de Tecnologia da Informação:
fornecem informações sobre infra-estrutura disponível para a solução de
processos correntes e sobre ajustes necessários para as novas ações
sugeridas.
-
O Gerente de BPM (CPO) se reportará à Direção da DDI e a
estrutura da equipe é matricial.
Teríamos acesso à literatura para entender melhor sobre
Gerenciamento de Processos?
-
Sim. Temos acesso a cerca de 70 livros sobre Gerenciamento de
Processos e centenas de artigos correlatos. Basta nos solicitar.
Que diferenças básicas nosso pessoal (funcionários públicos do Ifes)
possui de visão de processos em relação ao que as indústrias possuem
?
-
Na realidade, as formas de gerenciar e padrões de conformidade
que as indústrias estão submetidas, obrigam aos colaboradores
como um todo pensarem em processos.
-
Ações nas indústrias que forçam as colaboradores a pensar em
processos: Implantação de indicadores de desempenho, TQC, CCQ e
ISO 9000 ( Qualidade) , ISO 14000 (meio ambiente), OSHAS ( Saúde
ocupacional), TPM (Total Productive Maintenance -
qualidade em manutenção e outros), SOX (controle financeiro) e
outras ações que envolvem processos estão presentes em empresas
como Aracruz, Arcelor, Garoto, Samarco, Petrobras.
-
Além disso, ações de mercado forçam a pensar em processo:
necessidade constante de redução de custos, globalização,
aumento da carteira de produtos a entregar, pressão constante
para bater metas e recordes de produção, automação, novos
equipamentos e processos produtivos.
-
Isso faz com que cada colaborador, mesmo sem a intenção primária
em compreender processos, acaba por fazê-lo de modo natural
nestas organizações.
-
Estes tipos de ações não estão normalmente presentes em empresas
públicas, com exceção daquelas que precisam concorrer no
mercado: Banco do Brasil, Correios, etc. Mas estas últimas estão
com seus projetos de BPM em andamento, além de outras
iniciativas que envolvem processos.
Será usada alguma técnica de Gerenciamento deste projeto como um
todo? Qual?
-
Usaremos as diretrizes do PMI (Projetc Management Institute).
Trata-se do conjunto de recomendações mais divulgado e aceito
para condução de projetos no mundo hoje.
Como ficaremos sabendo dos avanços do projeto?
-
Será construído um site do projeto que será disponibilidade para
consulta.
Como poderão outros membros da organização nos ajudar neste projeto
de Gerenciamento de Processos?
-
De fato, quem entende dos processos em uso não é somente a
equipe de processos. Alias, saberemos bem pouco, pois nosso
conhecimento é limitado. O que melhor conheceremos é técnicas de
Gerenciamento.
-
As pessoas da organização ajudarão e muito:
i. -
Participando das reuniões em que sejam conhecedores do processo a
ser modelado;
ii. -
Validando processos modelados com seu conhecimento sobre o mesmo;
iii. -
Indicando quais seriam os indicadores de desempenho mais
apropriados àquele processo;
iv.
-
Dando sugestões de melhoria continua;
v.
-
Verificando possibilidade de eliminar produtos desnecessários;
vi.
-
Dando sugestões de automação de processos rotineiros;
vii.
-
Atuando na auditoria dos processos em uso;
viii.
-
Alertando-nos sobre falhas e melhorias do nosso modelo proposto;
ix.
-
Indicando quais produtos (e seus respectivos processos) não foram
contemplados;
-
Ou seja, há um mundo de possibilidades de participação de ajuda
das demais pessoas. Seremos apenas a parte técnica que
formalizará o conhecimento sobre processos que esta comunidade
domina. Os processos, de fato, são
gerenciados pelos membros da organização.
|